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O empresário de Ovar está
detido no estabelecimento prisional de Aveiro e é o
único de 18 arguidos do processo Face Oculta detido
preventivamente Lusa
A família de Manuel Godinho, detido
no âmbito do processo "Face Oculta", pede justiça e
volta a alertar para o estado de saúde do empresário
de Ovar. Num comunicado enviado às redacções,
os familiares dizem acreditar que, na altura certa, todo o processo
será clarificado.
À Agência Lusa, o advogado Rodrigo Santiago declarou
ter pedido "maior celeridade" para a resolução da
actual situação de Godinho, referindo-se a um
requerimento ontem enviado ao procurador de Aveiro que dirige a
investigação do processo Face Oculta.
Também ontem, os familiares do
empresário detido consideraram ser um "acto
humanitário" rever a medida de coação a que
este foi sujeito.
Em comunicado, a família de Manuel
Godinho pede que a medida de coação fixada,
prisão preventiva, seja "adequada ao estado de saúde
física e mental" do detido.
Os familiares do empresário de Ovar
mostram-se preocupados com o estado de saúde de Manuel
Godinho, que sofre de diabetes e cardiopatia grave, um quadro de
saúde que, apesar de o detido estar a ser bem tratado, os
familiares sustentam estar a agudizar-se de dia para dia.
O comunicado surge no mesmo dia em que os
advogados de defesa voltaram a requerer ao Ministério
Público a promoção de respostas rápidas
aos problemas de saúde do suspeito.
Já antes a defesa tentou a
alteração da medida de coacção, pedido
que foi rejeitado pelo procurador e juiz de Aveiro.
Os familiares invocam as palavras do
Procurador-Geral da República, quando Pinto Monteiro afirmou
que "o caso das escutas é meramente político".
A família congratula-se com as
notícias surgidas nos últimos dias sobre o processo
Face Oculta, "confiante que, a seu tempo, servirão para
clarificar todo o processo, logo que termine o aproveitamento
político a que o caso tem estado votado".
No comunicado, os familiares de Godinho
dizem pretender que a Justiça "siga o seu caminho, julgando
este caso apenas com base em provas idóneas, sem recurso a
especulações e delírios informativos de
índole duvidosa, sem julgamentos na praça
pública".
O empresário de Ovar está no
estabelecimento prisional de Aveiro e é o único de 18
arguidos do processo Face Oculta detido preventivamente. A 28 de
Outubro passado, a Polícia Judiciária desencadeou a
operação Face Oculta em vários pontos do
país, no âmbito de uma investigação
relacionada com alegados crimes económicos de um grupo
empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas
Ambientais, de Manuel Godinho.
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