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O Museu de Ovar tem patente, desde o passado dia 8 de Janeiro, uma mostra da vida e obra da artista plástica ovarense, Beatriz Campos.
Foi aos 17 anos que Beatriz Campos inicia aulas de desenho com o mestre João Saavedra Machado. A técnica aguarela inicia-a com o seu pai, homem ligado à arte e mais tarde ingressa no curso da aguarelista Raquel Gameiro, no atelier do pintor, jornalista e cineasta, Leitão de Barros.
Ela foi a primeira artista vareira a expor, por diversas vezes, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, onde alcançou uma menção honrosa e três medalhas. De origem humilde, a sua aprendizagem na pintura começou nos finais da década de 1920, tendo como mestres dois nomes consagrados das artes plásticas de então – João Saavedra Machado e Raquel Roque Gameiro. Na escultura, teve por mestre Simões de Almeida “Sobrinho”, escultor de renome nacional e professor da Escola de Belas Artes de Lisboa.
A primeira exposição individual da artista vareira teve lugar na Junta de Turismo do Estoril, também por diligência do pai.
Em 1985, o Município de Ovar distinguiu Beatriz Campos com a atribuição da medalha de Mérito Municipal – Prata, pelo contributo à cultura e arte no concelho.
Curiosamente, última exposição realizada por Beatriz Campos teve lugar no Museu de Ovar, em Julho de 2006, com temática relacionada com comboios, uma grande paixão da artista. Esse fascínio de Beatriz Campos está bem patente na estação da CP, em Ovar, e em várias outras ao longo da Linha do Norte. Os painéis de azulejos colocados na fachada interior do edifício, virada para as linhas de comboios, foram executados a partir de quadros criados pela artista propositadamente para esse efeito. Pouco dada a vaidades, Beatriz Campos não assinou os painéis.
Beatriz Campos, o maior símbolo das artes plásticas de Ovar e um dos maiores do distrito, faleceu, em 2009, aos 93 anos de idade. A mostra da sua obra pode ser vista no Museu de Ovar, até 16 de Abril.
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