|

Processo fica em Ovar mas deverá ser julgado em Aveiro
O processo Face Oculta foi entregue ao Juízo de Instância Criminal de Ovar, da Comarca do Baixo-Vouga, mas o caso deverá ser julgado em Aveiro por questões logísticas, informou fonte judicial.
O juiz presidente da Comarca do Baixo-Vouga, Paulo Brandão, disse que o processo foi entregue à juíza Raquel Ferreira Neves, do Juízo de Instância Criminal de Ovar, que ficará responsável pelo processo até à fase de julgamento.
"O processo foi enviado na segunda-feira para Ovar em duas carrinhas da Polícia Judiciária", revelou o magistrado.
Nos próximos dias deverá decorrer o sorteio para determinar qual o juiz que irá presidir ao colectivo de juízes que vai julgar o caso, havendo duas possibilidades: os juízes Raul Cordeiro ou Victor Soares.
Será este juiz que irá, depois, designar a data para o início do julgamento e tratar das questões logísticas.
Segundo Paulo Brandão, a sala de audiências do tribunal de Ovar não tem condições para realizar o julgamento, tendo em conta o elevado número de arguidos e advogados envolvidos no caso.
Esta situação deverá obrigar à escolha de outro local para a realização do julgamento, como por exemplo o edifício sede da comarca do Baixo Vouga, em Aveiro, para evitar encargos com o arrendamento de um espaço.
Uma justificação que, segundo vários causídicos que exercem em Ovar, não colhe nem se compreende, já que o Tribunal de Ovar foi sujeito a obras de melhoria e ampliação no valor de vários milhões de euros ainda muito recentemente.
Paulo Brandão admitiu ainda que o julgamento pode começar depois das férias judiciais do verão, em setembro.
www.ovarnews.com
|